Nossos projetos
Projeto de extensão:
PODCAST DIÁLOGOS OLIMPIANOS
Em desenvolvimento desde 2020.
Diálogos e muita história das sociedades da Antiguidade. Do Mar do Norte ao Mundo Mediterrânico, navegando pelo Rio Nilo ou atravessando o Crescente Fértil e indo além...
Diálogos Olimpianos é um projeto do Grupo de Estudos sobre o Mundo Antigo Mediterrânico (GEMAM), sob coordenação da Profa. Dra. Semíramis Corsi Silva (UFU, PPGH/UFSM), que visa trazer o conhecimento produzido na universidade sobre as sociedades antigas de forma acessível, divertida e prazerosa. Bate papo com pesquisadoras e pesquisadores, entrevistas e comentários de fontes e estudos contemporâneos sobre a Antiguidade.
Podcast disponível no Spotify, no canal do GEMAM no Youtube e em diversos aplicativos e agregadores de Podcasts
Coordenadora:
Profa. Dra. Semíramis Corsi Silva
https://castbox.fm/channel/Di%C3%A1logos-Olimpianos-id2826611?country=br
Projeto de extensão:
"ESSA É A MISTURA DO BRASIL COM O EGITO":
elaboração de material didático de História do Egito Antigo a partir de imagens do acervo do Museu Nacional
Registro no SIEX: 32814
2024/2026
Resumo: As pesquisas em História Antiga cresceram de forma substancial nos últimos anos no Brasil. Isso é notório, por exemplo, na quantidade de simpósios temáticos específicos em eventos da ANPUH, no aumento de dissertações e teses na área defendidas e no aumento do número de revistas de História Antiga. Acompanhando este crescimento, defendemos a importância da publicação de materiais didáticos de História Antiga que apoiem o trabalho dos professores da Educação Básica, o que ainda é muito escasso no Brasil. Diante disso, o objetivo deste projeto de extensão é elaborar um material didático de História do Egito Antigo que use imagens do acervo egípcio do Museu Nacional, imagens de domínio público e textos elaborados pelos estudantes de História da UFU. Visamos que este material seja usado em turmas do 6º ano do Ensino Fundamental. Para a elaboração do material serão realizadas reuniões de debates de textos sobre História do Egito antigo com a equipe em parceria com o Grupo de Estudos do Mundo Antigo Mediterrânico (GEMAM), debates sobre ensino de História e transposição didática em parceria com o Laboratório de Ensino e Aprendizagem de História (LEAH) e participação em aulas-conferências de especialistas em História do Egito. Acreditamos que este material possa ser útil para as aulas de História na Educação Básica, uma vez que contará com o apoio de estudos fundamentados sobre História Antiga e ensino de História. Após a elaboração do material, visamos convidar professores da rede de educação básica de Uberlândia para utilização do mesmo em sala de aula. Pretendemos que este material seja o primeiro da Coleção Didática de História Antiga e Medieval do GEMAM/LEAH.
Equipe:
Coordenação/Orientação:
Profa. Dra. Semíramis Corsi Silva (GEMAM, INHIS/UFU)
Discentes:
André Peiró
Heloisa Ayumi Nishimaru de Lima
Lucas Correa Dias Domingues
Thiago Augusto Cavalcante Toledo
Apoio:
Profa. Dra. Nara Rúbia de Carvalho Cunha (LEAH, INHIS/UFU)
Projeto de Iniciação Científica PIVIC/UFU (2025/2026)
MAGIA NO MUNDO ROMANO:
das maldições das defixiones à literatura latina
Resumo: Agrupam-se sob a categoria ampla de “magia” diversos fenômenos que visam, por meio de rituais específicos e elaborados, interferir no curso natural dos acontecimentos. Nesse escopo, incluem-se práticas como bruxaria, feitiçaria, adivinhação, sortilégios, curandeirismo, comunicações sobrenaturais, entre outras. Tais práticas e crenças constituem fenômenos socioculturais amplos, com presença recorrente em diferentes sociedades humanas e ampla difusão geográfica e histórica. O contexto do Império Romano configura-se como um campo fértil para a investigação dessas práticas e de suas representações, tanto no plano da cultura material quanto no da tradição textual latina. Esse cenário histórico oferece uma variedade significativa de fontes — como inscrições, papiros mágicos, literatura e legislação — que permitem a análise de como a magia era praticada, concebida e representada socialmente. Diante disso, este projeto propõe-se agrupar pesquisas que visem investigar as práticas de maldição expressas nas defixiones latinas, bem como as representações literárias de figuras associadas à magia, com especial atenção às personagens femininas identificadas como bruxas ou feiticeiras. A análise será conduzida em diálogo com as dinâmicas de poder vigentes no mundo romano, reconhecendo o papel central que a construção da alteridade e da marginalidade desempenha no processo das representações literárias, principalmente de mulheres praticantes de magia. A questão do poder se faz central também nas análises das defixiones, uma vez que as reconhecemos como produzidas em contextos que envolviam, muitas vezes, disputas, agências e jogos de poder.
Equipe:
Coordenação/Orientação:
Profa. Dra. Semíramis Corsi Silva
Discentes:
Arthur Fernando de Noronha
Geísa Pereira Dourado
Giulia Yohanna Castro Carnevarollo
Projeto de Iniciação Científica PIVIC/UFU (2025/2026)
MULHERES E RELAÇÕES DE GÊNERO NA ANTIGUIDADE
Resumo: Na linha dos Estudos de Gênero, este projeto visa abarcar pesquisas sobre personagens mulheres históricas, literárias ou mitológicas, relações entre masculino e feminino e suas representações em fontes da Antiguidade. Sabemos que os textos antigos foram escritos preponderantemente por homens que circulavam pelos espaços de poder das sociedades da Antiguidade, ocupando cargos e desempenhando múltiplas funções políticas e sociais. Portanto, a tradição textual antiga é fundamentalmente masculina, e isso explica todos os apagamentos e silenciamentos, assim como as condenações da agência feminina. Diante disso, nossa principal questão é pensar como as personagens femininas são mostradas agenciando conflitos e situações da vida cotidiana e ocupando os espaços de poder onde também circulavam, ainda que negligenciadas ou de forma subalternizada e, em geral, sem cargos efetivos nas estruturas de poder. Nossa análise partirá da perspectiva das diversidades e interseccionalidades, pensando a intersecção entre diferentes esferas do mundo social e utilizando o conceito de Gênero como categoria de análise histórica como proposto por Joan Scott (1995). Assim sendo, estamos pensando Gênero como uma forma primária de dar significado às relações de poder, mas que precisa estar interseccionado com outras dimensões, como status social, relações étnicas, interesses específicos de grupos, etc., na análise das fontes. A proposta é pensar a “dimensão sexuada da sociedade e da história”, como proposto por Michele Perrot (2008), voltado aos estudos de História Antiga.
Equipe:
Coordenação/Orientação:
Profa. Dra. Semíramis Corsi Silva
Discentes:
João Pedro Amorim dos Santos
Heitor Meira dos Santos
Projeto de Iniciação Científica PIVIC/UFU (2025/2026)
A representação da bruxa medieval no processo contra Joana d’Arc
Resumo: Joana d’Arc foi uma jovem camponesa nascida em Domrémy (França), reconhecida pela atuação considerada “maravilhosa” durante sua breve participação na Guerra dos Cem Anos, bem como por sua posterior canonização pela Igreja Católica em 1920. Nesta pesquisa, propomos a análise do julgamento de Joana d’Arc, conduzido pelo bispo de Beauvais, Pierre Cauchon, no ano de 1431. Tal processo resultou na condenação de Joana pelos crimes de heresia, cisma e feitiçaria, tendo como justificativa principal suas ações no contexto bélico. A fonte da pesquisa é a transcrição organizada por Jules Quicherat, intitulada Procès de condamnation et de réhabilitation de Jeanne d’Arc dite La Pucelle, que reúne fragmentos do processo, tendo em vista que a documentação original foi deliberadamente destruída, restando apenas cópias solicitadas pelo próprio bispo inquisidor. A pesquisa desenvolve-se em torno da construção da imagem de Joana d’Arc enquanto bruxa no discurso inquisitorial medieval, buscando identificar e interpretar os elementos discursivos e simbólicos presentes nos autos do julgamento. Do ponto de vista teórico, o trabalho insere-se no campo da Nova História Cultural, adotando como referência central o conceito de representação elaborado por Roger Chartier. Paralelamente, a análise também se ancora nos Estudos de Gênero, especialmente a partir da concepção proposta por Joan Scott, com o objetivo de refletir sobre as relações de poder e os mecanismos de controle social mobilizados na construção de Joana d’Arc como bruxa, figura transgressora e ameaçadora à ordem estabelecida.
Equipe:
Coordenação/Orientação:
Profa. Dra. Semíramis Corsi Silva
Discente:
Gabriel Pereira dos Santos
Projeto de Iniciação Científica PIVIC/UFU (2025/2026)
CAUSAE ET CURAE, DE HILDEGARDA DE BINGEN:
a fisiologia feminina através da obra de uma monja do século XII
Resumo: A proposta deste projeto de pesquisa é analisar a obra Causae et Curae, de Hildegarda de Bingen (1098-1179), focando em sua abordagem sobre a fisiologia feminina no contexto da medicina medieval. Abadessa beneditina, mística e polímata, Hildegarda legou um corpo teórico e prático que unia espiritualidade, filosofia natural e medicina empírica, construindo uma visão singular do corpo da mulher. Em Causae et Curae, Hildegarda apresenta um tratado médico que contempla diagnósticos, explicações cosmológicas e prescrições terapêuticas. Notavelmente, sua obra se distingue por abordar aspectos como menstruação, gravidez, partos e enfermidades ginecológicas. O corpo da mulher, longe de ser visto como de menor valor, é, para Hildegarda, expressão da ordem divina e do equilíbrio cósmico. A partir da análise de fontes primárias – especialmente Causae et Curae – e de uma bibliografia crítica contemporânea, investigaremos como suas ideias confrontaram os paradigmas e as representações tradicionais da inferioridade do corpo da mulher em sua época. Por conta disso, estamos a considerando como um gesto de resistência epistêmica que afirma a legitimidade do conhecimento produzido por mulheres em contextos históricos de exclusão institucional. A pesquisa adotará como metodologia a hermêutica histórica tradicional de análise de textos, realizando a crítica interna e externa da obra Causae et Curae, buscando compreender as contribuições de Hildegarda à medicina e ao pensamento sobre o corpo feminino na Idade Média e sua forma particular de produção de conhecimento.
Equipe:
Coordenação/Orientação:
Profa. Dra. Semíramis Corsi Silva
Discente:
Vitória Mendonça Gonçalves
Projeto de pesquisa PSF registrado na UFU (2024-atual)
CULTURA, COTIDIANO E PODER NA ANTIGUIDADE MEDITERRÂNICA:
experiências plurais e de integração
Descrição: Nas últimas décadas, as pesquisas históricas sobre a Antiguidade têm passado por revisões que visam mostrar como as culturas e sociedades antigas eram muito mais plurais e heterogêneas do que uma historiografia mais tradicional apresentou. Especialmente influenciados pela Antropologia, historiadores da cultura antiga têm se debruçado sobre novos objetos, mas também têm utilizado objetos e documentos já bastante trabalhados, porém com novas perguntas, métodos e conceitos que buscam dar conta da pluralidade das experiências culturais e de seus processos de integração. Diante disso, este projeto de pesquisa guarda-chuva visa desenvolver estudos históricos sobre a pluralidade e a integração na Antiguidade mediterrânica. Para isso, faz-se importante pensar as esferas da cultura no cotidiano vivido, esferas estas estabelecidas por relações de poder, no entorno da bacia mediterrânica antiga. Privilegiamos as sociedades conectadas pelo Mar Mediterrâneo por considerarmos este espaço como lugar de integração, trocas e conflitos fundamental para o desenvolvimento de diversas sociedades antigas, tais como: os povos pré-helênicos e helênicos, levantinos, da Península Ibérica, egípcios e outras sociedades do norte da África antiga, da Península Itálica e as culturas da antiga Anatólia. Desta forma, estamos pensando estas sociedades não vivendo isoladamente, mas em uma rede de conexões estabelecidas pelo Mediterrâneo. Em relação ao cotidiano, acreditamos que analisar hábitos, costumes e práticas na esfera da vida cotidiana pode apresentar resultados interessantes sobre como as culturas mediterrânicas eram conectadas, mas também como os sujeitos e grupos agenciavam suas vidas e buscavam se diferenciar em complexos processos identitários, trazendo à luz pluralidades de costumes e formações de identidades e alteridades. O aporte teórico do projeto advém da Nova História Cultural em diálogo com os Estudos Culturais e seus desdobramentos nos Estudos Pós-coloniais.
Equipe:
Coordenadora:
Profa. Dra. Semíramis Corsi Silva
Projeto de pesquisa guarda-chuvas registrado na UFSM (PPGH) (2025-atual)
FRONTEIRAS CULTURAIS NA BUSCA POR ANTIGUIDADES PLURAIS:
gênero, sexualidades, magia e identidades (Fase III)
Equipe:
Coordenadora:
Profa. Dra. Semíramis Corsi Silva
Discente:
Gabriel de Freitas Reis (doutorando PPGH/UFSM)
Rodrigo dos Santos Oliveira (doutorando PPGH/UFSM)
Henrique Hamester Pause (doutorando PPGH/UFSM)
Emidio Fernando Orfão (mestrando PPGH/UFSM)